... finda a bonança, e chegada a tempestade que cercava, o que resta é abandonar as armas
e retomar a luta ...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

:::fé:::

sei tão pouco das coisas da terra.
me rendi às perguntas dos homens.
me perdi nas respostas dos credos.
caí.
o momento é crucial...
as cruzes,  pesadas demais.
que faço eu que não sei rezar?
troquei de mau com os deuses do mundo,
faz muito.
fui negligente aos ditos dos céus,
fiz pouco.
a coragem que está em mim,
não grita mais.
no máximo sussurra ajuda.
e o coração segue seco em sonho e tolerância.
perco o perdão.
peço passagem.
traço caminhos que não sigo,
pra despistar um destino que não quero.
e me esconder de mim...
de nada vale.
me escapam as migalhas do que sou.
fazem-se rastro.
me descubro.
e nua, me encontro.
me alcanço no pouco que creio:
no sorriso sincero que me dão.
e na força do medo.
e no remédio do tempo.
mais na lida que na sorte.
fora isso, nada sei.

por não mais, desejo fé.
e tudo que dela advenha.

paula quinaud


2 comentários:

Reviragita Poesia disse...

Vim visitá-la e desejar-lhe
Boas Festas!!!

♪♪ Hoje
é um novo dia
que começou
com uma lua cheia linda
que não deprime ninguém.
Filha única da Terra,
misteriosa
de alma terna
está servindo os poetas.
Eu daria uma volta em torno dela.
Faria com que ela cedesse
e iluminasse todas as trevas,
pra que as alegrias fôssem de todos,
pra que os nossos sonhos
fôssem verdades,
mas o futuro não começou.
Afinal,
o horizonte é nosso,
mas o trenó
do papai-noel. ♪♪

Cecília Fidelli.

Paula Quinaud disse...

que ótimo Cecília!! adorei!! e que seja um final de ano com toda a poesia que plantamos. que venha um novo ano cheio de novos bons amigos!!! bjs grandes.